Evereste abre Festival de Veneza sem entusiasmo

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Por Janaina Pereira, de Veneza

Assisti ao filme Evereste ainda no Brasil. O longa de Baltazar Kormakur já havia sido escolhido para abrir a 72ª edição do Festival de Veneza. De cara, saquei que o filme só tinha sido escolhido para tal honra por conta de seu elenco cheios de atores conhecidos (uns mais, outros menos) do público. Mas dava para perceber que sua exibição em Veneza não seria das melhores. Dito e feito.

Não acompanhei as sessõees para imprensa hoje cedo – vi o filme uma vez e já tinha escrito meus comentários para o site da revista GQ – mas na coletiva (foto) deu para sentir o clima frio, que passou literalemente do longa para a imprensa. Sem muitos aplausos, o diretor acompanhado de algumas de suas estrelas – Josh Brolin, Jason Clarke, John Hawkes, Emily Watson e um entediado Jake Gylenhaal – falaram sobre a produção (mais sobre a coletiva na minha reportagem para a GQ). Nada que impedisse os bocejos em uma das coletivas menos disputadas da história de Veneza.

Antes da coletiva de Evereste, os presidentes de todos os júris do Festival conversaram rapidamente com os jornalistas. Entre eles Alfonso Cuarón, que preside o júri da Mostra Competitiva. Ao ser questionado sobre “o novo cinema mexicano” que ganhou dois Oscars de direção consecutivos – dele, por Gravidade (que iniciou em Veneza 2013 sua campanha vitoriosa no Oscar do ano passado) e de Alejandro Gonzalez Iñárritu (por Birdman, o filme de abertura de Veneza 2014) – Cuarón riu e disse que não existe esse novo cinema, e sim o “velho cinema mexicano”, e enalteceu seu colega vencedor do Oscar, alem de citar Guillermo del Toro (de O Labirinto do Fauno), também lembrado pelo Oscar em 2006.

Um momento divertido da coletiva dos júris foi quando o presidente do Festival, Paolo Barata, apresentou os jurados da Mostra Competitiva. Ao anunciar o diretor Nuri Bilge Ceylan, Barata disse que espera vê-lo, um dia, concorrendo em Veneza “porque você só vai a Cannes”, disse, arrancando risadas dos jornalistas e deixando Ceylan, Palma de Ouro em 2014 com Winter Sleep, sem graça. “Estou falando com o maior carinho”, completou Barata, rindo da situação.

Ele também anunciou uma homenagem ao diretor Wes Craven, de A Hora do Pesadelo, falecido no domingo, dia 30. O clássico do cineasta será exibido em Veneza, em sessão especial e gratuita, neste sábado (5).

Outras novidades sobre o Festival de Veneza você confere no video a seguir.

Foto: Janaina Pereira

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