Rodrigo Santoro brilha em “O Tradutor”

 

por Janaina Pereira

Estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta, dia 4, O Tradutor, de Rodrigo e Sebastián Barriuso, que traz Rodrigo Santoro no papel-título. O longa conta a história real do cubano Malin, um professor de literatura russa que, no final dos anos 1980, é chamado para trabalhar em um hospital. Caberá a ele ser o elo entre médicos e pacientes muito especiais: crianças vítimas do acidente nuclear de Chernobyl.

Para quem não lembra, ou não era nascido na época, a catástrofe de Chernobyl, na então União Soviética, aconteceu em 1986 e é um dos mais marcantes fatos da história mundial recente. O que eu não sabia – e o filme é excepcional ao esclarecer isso – é que Cuba (que naquela época tinha um dos melhores e mais eficientes sistemas de saúde do mundo) ajudou milhares de vítimas, recebendo em um hospital os sobreviventes da tragédia.

Coube a Malin, cujo nome real é Manoel, ser o tradutor das crianças e de seus pais que a acompanhavam durante o tratamento em Cuba. O ator Rodrigo Santoro aprendeu russo para viver o personagem, que é simplesmente o pai dos diretores Rodrigo e Sebastián Barriuso! Baita responsabilidade, mas Santoro (abaixo em cena do filme) se sai muito bem.

22 - Rodrigo Santoro and child between takes

O filme emociona por si só, mas poderia debandar para um lado piegas – o que nunca acontece. Os irmãos Barriuso sabem conduzir muito bem o drama, sem apelar ou forçar situações. A trama mostra os conflitos de Malin ao lidar com as crianças, querendo ajudar mas, ao mesmo tempo, ser um alento para elas. Também vemos como o envolvimento dele com este trabalho abalou sua família – e aí fica a ressalva para a delicadeza como os diretores tratam seus pais na história (não esqueçam, é a história real da família deles!). E, ainda que sutilmente, o declínio econômico de Cuba também está lá.

Graças a atuação visceral de Rodrigo Santoro, O Tradutor sobressai como um pequeno grande filme, uma verdadeira pérola do cinema independente. Ainda bem que, dois anos depois de filmado, e um ano depois de lançado no Festival de Sundance. temos a chance de vê-lo no cinema, graças à Galeria Distribuidora.

SANTORO DIVULGAÇÃO

Bastidores de uma entrevista

Entrevistei Rodrigo Santoro para a GQ Brasil , e ficou visível como o ator se envolveu neste projeto.  Ele visitou o GRAACC, em São Paulo, onde fez uma pré-estreia especial do filme. Também fez questão de realizar debates em sessões para professores, como na sala do Circuito SPCine no Ceus de Perus. 

Em nosso papo – fotografado gentilmente pela assessoria de imprensa do filme – Santoro brincou com meu ‘celular-gravador’ pré-histórico, daqueles bem antigos mesmo – “Gostei do seu gravador”, disse – e ainda posou para algumas fotos no final da entrevista. “Você me pegou no pior momento, fim do dia, já estou um bagaço!”, comentou, ligeiramente preocupado com o visual – que permanecia impecável, mesmo depois de tantas entrevistas e eventos.

 

 

 

No fim, quando agradeci pela entrevista e desejei sucesso, ele disse: “Saúde”. E eu: “É o mais importante, né?”. Ele respondeu “Com certeza”.

Confira onde assistir ao filme aqui.

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